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Sônia de Moraes Lopes (Rio de Janeiro, 15 de novembro de 1932 - Rio de Janeiro, 17 de janeiro de 2010) foi uma atriz e dubladora carioca.

Biografia[]

Começou ainda adolescente no teatro, aos 18 anos em 1950, ao lado da tia Dulcina de Moraes, que foi uma das maiores atrizes do teatro brasileiro, e do tio Odilon Azevedo, em sua companhia Dulcina-Odilon. Entre as peças que encenou na companhia, estão: As Árvores Morrem de Pé (1950), Sorriso de Gioconda (1952), em Porto Alegre, mas sua estréia pra valer foi em O Mistress Mine (1963), Vivendo em Pecado (1953), O Imperador Galante (1953), Helena de Tróia (1954), Figueira do Inferno (1954), Os Inocentes (1955), em São Paulo, Irene (1956), e As Árvores Morrem de Pé (1956). Esteve também no Teatro Brasileiro de Comédia, na peça: Quando Se Morre de Amor (1960), ao lado de Teresa Rachel, Suzy Arruda, Francisco Cueco, Ambrósio Fregolente, e outros. De volta a Companhia Dulcina-Odilon, Sônia atua nas peças: Vivendo de Pecado (1961), e Oito Mulheres (1962-63). No Teatro de Bolso, de Aurimar Rocha, atuou na peça: Meu Marido é Um Problema (1964). Posteriormente atuou nas pelas: A Perda Irreparável (1965), ao lado de Henriette Morineau, O Noviço (1967), ao lado de Dulcina, Manuel Pêra, Bruno Netto, entre outros.

Na TV, ingressou em São Paulo no início da década de 1950, na TV Tupi. Participou do Grande Teatros de Monções, fazendo, entre outras a peça: Sorriso de Gioconda (1953). Ingressou na TV Rio por volta de 1958. Na emissora, entre outros atuou nas peças do programa Teatro de Variedades, como: O Fio da Navalha (1958). Mas foi em programas humorísticos que despontou na emissora. Entre eles, temos: Tim-Tim Por Tam-Tam (1959), ao lado de Chico Anysio, Ema D'Ávila, Jorge Loredo, Jô Soares, Costinha, e outros, TV... Se Te Agrada (1959), ao lado de Ema D'Ávila, João Leredo, entre outros, A Escolinha de Dona Yayá (1960), entre outros. Em 1960, ingressa na TV Tupi, aonde atua em programas, como Teatro de Comédia, em peças, como: O Moço Loiro (1960), e Contador de Histórias, em peças, como: A Dona da Serra Vermelha (1960). Na época, também teve uma breve passagem pela TV Continental. Retorna a emissora em 1961, aonde novamente é muito escalada para participações humorísticas. Entre elas no programa Domingo Alegre (1961), aonde fazia um quadro com Moacyr Franco, aonde interpretava a secretária Margareth, e Moacyr interpretava João Sueter, e no programa Teatro Psicotécnico, em peças, como: Sherlock Holmes (1962). Entre idas e vindas, e contratações pela emissora, como foi em 1965, fica na casa até 1965, quando retorna para a TV Tupi. Na emissora na ocasião, atua em programas como Teatro de Comédia, em peças, como: O Mal de Ser Bom (1965).

Em 1958, vai para São Paulo participar do recém-inaugurado departamento de rádioteatro da Rádio Piratininga. Entre as produções na emissora, estão As Flores Também Murcham (1958), ao lado de Ênio Santos e Ronaldo Baptista, Lágrimas de Madalena (1959), ao lado de Neuza Maria, Amaury Costa e Isaura Gomes, com sonoplastia de Benito di Nardo, e o programa A Nossa Família (1959) de J. da Silva Vidal, entre outras. Trabalhou na emissora ao lado de Neuza Maria, Isaura Gomes, Amauri Costa, Elza Cardoso, Ronaldo Batista, Maria Aparecida Alves, Vilma Aguiar, Augusto Barone, Nara Navarro, Ênio Santos, Wolner Camargo, Garcia Neto, entre outros. Em 1959, o departamento acaba, por conta da concorrência com a Rádio São Paulo, e Sônia retorna para o Rio. Foi uma das poucas atuações que teve em rádio em toda sua carreira.

No cinema, esteve nos filmes: Titio Não é Sopa (1959), ao lado de Procópio Ferreira e Herval Rossano, Aí Vêm Os Cadetes! (1959), ao lado de Agildo Ribeiro e Arthur Costa Filho, A Viúva Valentina (1960), ao lado de Dercy Gonçalves, Jaime Costa, Wilson Grey, e grande elenco, e A Morte Transparente (1978), ao lado de Jaime Barcelos, Roberto Faissal, Domício Costa, e outros.

Além de Dulcina de Moraes e Odilon Azevedo que eram seus tios, Sônia também tinha Conchita de Moraes que era sua avó, e Luiz Carlos de Moraes que era seu primo, com quem também trabalhou na dublagem na TV Cinesom.

Conheceu Dary Reys na companhia de sua tia em 1950, cansando-se com ele em 1953, e tendo em 1954 uma filha chamada Leana. Na ocasião adotou o nome de Sônia de Moraes Reys (ou Sônia Morais Reis). Além da Companhia Dulcina-Odilon, trabalhou com Dary na TV, como por exemplo na TV Rio.

Por volta de 1962/63, se divorcia de Dary, e se casa com o ator Bruno Netto. Chegou a dublar com Bruno por algum tempo na CineCastro. Se divorciaram por volta de 1966. Alguns anos depois ela chegou a namorar e morar junto com Domício Costa, se separando também posteriormente.

Na dublagem, entrou por volta do final dos anos de 1950 e início dos anos de 1960. No início, dublou principalmente na CineCastro. Na empresa, dublou com vários colegas com quem trabalhou no teatro, como Nathalia Timberg, Maria Fernanda, Theresa Amayo, além de colegas com quem trabalhou na televisão, como Mara Di Carlo, entre outros. Também trabalhou na Riosom e TV Cinesom. Nos anos de 1970, foi para a Herbert Richers, aonde seguiu longa carreira. Na empresa foi tanto dubladora, quando diretora de dublagem. Com uma voz doce e macia, Sônia sempre era chamada para dublar mulheres e senhoras calmas, e muitas vezes personagens com um tom mais divertido. Além disso, era muito chamada pra dublar personagens em desenhos animados, no qual fazia vozes de mocinhas, meninos, bruxas, e muitos outros.

Por volta de 2004, se afastou da dublagem e foi morar no Retiro dos Artistas em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro, junto com a irmã. Veio a falecer no dia 17 de janeiro de 2010, aos 77 anos de idade.[1]

Trabalhos em Dublagem[]

Filmes[]

Mary Louise Wilson[]
  • Cemitério Maldito (1989) - Dory Goldman
  • Ela é o Diabo (1989) - Sra. Trumper
  • As Aventuras de Huck Finn (1993) - Sra. Watson
  • Lado a Lado (1998) - Sra. Franklin
Glynis Johns[]
  • Zelly & Eu (1988) - Co-Co
  • O Árbitro (1994) - Rose Chasseur
  • Enquanto Você Dormia (1995) - Elsie
Julie Harris[]
  • Na Montanha dos Gorilas (1988) - Roz Carr
  • Como Agarrar um Marido (1992) - Edna Davis
  • A Metade Negra (1993) - Reggie Delesseps
Nina Foch[]
  • México de Meus Amores (1953) - Elena Cantu
  • Amor de Milionário (1960) - Maude Kennard
  • Amigo é pra Essas Coisas (2005) - Mãe da Julie
Alice Drummond[]
Angela Paton[]
Beth Granth[]
  • Rain Man (1988) - Mulher dona do aparelho de TV
  • As Barreiras do Amor (1992) - Hazel
Deborah Kerr[]
  • A Rainha Virgem (1953) - Catherine Parr
  • O Olho do Diabo (1966) - Catherine de Montfaucon
Frances Bay[]
  • Pee-Wee: Meu Filme Circense (1988) - Sra. Haynes
  • Um Maluco no Golfe (1996) - Vovó Gilmore
Jean Arthur[]
  • Quanto Mais, Melhor (1943) - Constance "Connie" Milligan
  • A Mundana (1948) - Congressista Phoebe Frost
Lois Maxwell[]
Ruby Dee[]
  • Febre da Selva (1991) - Lucinda Purify
  • Justa Causa (1995) - Evangeline
Spring Byington[]
  • Crê em Mim (1950) - Sra. Milwright
  • Já Fomos Tão Felizes (1960) - Suzie Robinson
Theresa Merritt[]
  • Billy Madison: Um Herdeiro Bobalhão (1995) - Juanita
  • Nosso Louco Amor (1998) - Sra. Vaughan
Terrie Snell[]
Outros[]

Séries[]

  • Batman (1966-1968) - Mulher Gato 2 (Eartha Kitt); Tia Harriet Cooper (Madge Blake) (TV Cinesom)
  • Magnum (1980-1988) - Médica e Vera (Jo Pruden); Marcella Ziller (Barbara Rhoades); Florence Russell (Beverly Garland); Senhoria (Elizabeth Smith); Sra. Ballard (Louise Lewis); Eleanor Greeley (Louise Sorel); Gloria Bower (Reri Tava Jobe); Phyllis Reardon (Claudette Nevins); Vera (Jo Pruden); Cora Gillson (Linda Ryan); Vozes adicionais
  • V: A Batalha Final (1984) - Eleanor Dupress (Neva Patterson)
  • Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman (1993-1997) - Martha Kent (K Callan)
  • Dawson's Creek (1998-2003) - Evelyn Ryan “Grams” (Mary Beth Peil) (1ª voz)

Animações Ocidentais[]

Séries[]
Longas[]

Animes[]

Séries[]

Novelas[]

Beatriz Moreno[]
Outras[]

Referências[]